O Deus da Esperança

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Texto Base: Gênesis 21.8-21

Amados irmãos, ainda estamos no primeiro mês do ano de 2015, e certamente muitos agasalham no coração incertezas, medos, sonhos e expectativas quanto ao que ele trará! Milhões de pessoas mundo a fora se vestiram de branco ao raiar do novo ano, mentalizaram bons pensamentos, cruzaram os dedos, fizeram promessas, tudo na ESPERANÇA de atrair felicidade, prosperidade e paz!! A experiência tem mostrado que estes anseios não se realizam desta forma, pois a vida continua seu curso, e trás seus desafios reais, que devem ser enfrentados com atitudes realistas. Em contraste, em nosso meio, um grande número de pessoas derrama suas almas diante do Senhor nos “21 Dias de Jejum e Oração”, e o fazem com os mais variados sentimentos e convicções. Para os que temem ao Senhor Deus, olhamos para a jornada a frente com a esperança que não confunde (Rm5.5), certos que Aquele que começou a boa obra em nós há de completá-la! (Fp1.6) Mas, infelizmente, para alguns de nós o olhar à frente não carrega nenhum peso de esperança, mas sim de medo, insegurança e desânimo. Mesmo diante de promessas maravilhosas, amorosamente derramadas em nossas almas pelo Criador e sustentador do universo por meio de sua Palavra, por alguma razão nos perdemos delas e nos vemos vagando no deserto da dúvida, medo e desesperança. Uma história registrada no livro de Gênesis ilustra esta realidade. Nos primórdios da formação do Povo de Deus, com a chamada de Abraão, Agar que era serva de sua esposa Sara, foi rejeitada, humilhada e lançada em direção ao deserto com seu filho adolescente, Ismael. Uma história triste, mas que nos revela muito do amor e cuidado de Deus para com os seus filhos.

1) Promessas: ao nascer seu filho Ismael, o Senhor foi ao encontro de Agar para consolá-la em meio aos seus medos, uma vez que fugia das humilhações de Sara. “Tendo-a achado o Anjo do Senhor junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur…” (16.7) Deus foi ao encontro desta mulher em fuga e lhe fez promessas: “Multiplicarei sobremodo a tua descendência” (16.10) “Concebeste e darás à luz um filho, a quem chamarás Ismael… Ele será, entre os homens, como um jumento selvagem; a sua mão será contra todos, e a mão de todos, contra ele; e habitará fronteiro a todos os seus irmãos.” (16.11,12) Maravilhada, Agar descobriu o Deus que vê, e que se importa! (16.13). Então retornou à sua senhora como ordenado por Deus.

2) Caráter: é certo que o coração arrogante e soberbo complicou a jornada de Agar. “Vendo ela que havia concebido, foi sua senhora por ela desprezada.” (16.4) Esta mesma atitude foi passada a seu filho Ismael: “Vendo Sara que o filho de Agar, a egípcia, o qual ela dera à luz a Abraão, caçoava de Isaque, disse a Abraão: Rejeita essa escrava e seu filho; porque o filho dessa escrava não será herdeiro com Isaque, meu filho.” (21.9,10) Em meio a caminhada da vida, no lidar com as coisas comuns, Agar demonstrou um caráter corrupto, expressado com soberba e arrogância. Ela esqueceu da graça e misericórdia de Deus, que era serva!

3) Propósito: Agar não compreendeu, e nem aceitou, o propósito de Deus para Ismael e Isaque! Ela desejou e buscou uma condição que não era o plano divino: “Disse, porém, Deus…por Isaque será chamada a tua descendência.” (21.12) A descendência de Isaque formaria o povo de Israel, de onde nasceria o Messias! Esta não era a vocação e razão de existir de Ismael! Agar lutou e buscou coisas que não eram suas, nem para seu filho!

4) Deserto: o sofrimento da segunda rejeição foi agravado pela expulsão da família, o choque do abandono e perda da esperança! “Levantou-se, pois, Abraão de madrugada, tomou pão e um odre de água, pô-los às costas de Agar, deu-lhe o menino e a despediu. Ela saiu, andando errante pelo deserto de Berseba.” (21:14) Humilhada e apavorada, Agar não conseguia ver seus pecados e nem se lembrar de Deus e suas promessas. “…porque dizia: Assim, não verei morrer o menino; e, sentando-se em frente dele, levantou a voz e chorou.” (21.16)

5) O resgate: abandonada, desprotegida, humilhada, sem comida e água, e sem ESPERANÇA, mais uma vez Agar experimenta a fidelidade e amor de Deus! Na sua jornada não conseguiu crer nem antever o socorro e provisão do Senhor. Deus estava com ela no deserto! “Deus, porém, ouviu a voz do menino; e o Anjo de Deus chamou do céu a Agar e lhe disse: Que tens, Agar? Não temas” (21:17) Deus reafirmou seu compromisso com ela e seu filho Ismael: “Ergue-te, levanta o rapaz, segura-o pela mão, porque eu farei dele um grande povo.” (21.18)

6) A Esperança: “Abrindo-lhe Deus os olhos, viu ela um poço de água, e, indo a ele, encheu de água o odre, e deu de beber ao rapaz.” (21.19) Agar redescobriu o Deus que vê e se importa, que supre suas necessidades, que a livra do mal, e que cumpre suas promessas! “Deus estava com o rapaz, que cresceu, habitou no deserto e se tornou flecheiro; habitou no deserto de Parã, e sua mãe o casou com uma mulher da terra do Egito.” (21.20,21)

Queridos irmãos, olhando para o futuro, temos todas as razões para termos esperança, uma vez que fomos chamados por Deus, recebemos suas promessas, e não é possível fugir de seu amor e compromisso em cumpri-las! (Rm 8.35) Quando lançamos nossos sonhos e propósitos para o ano a frente, tomemos o cuidado de fazê-lo com entendimento do propósito de Deus para nossas vidas, de cultivarmos um caráter segundo Jesus. Mesmo que sejamos levados por desertos e penhascos, tenhamos certeza que o nosso amado Jesus está ao nosso lado, e usará todas as coisas para promover o nosso bem. Nos lancemos com fé e alegria na direção do novo ano, sabendo que o nosso Deus já foi adiante de nós, certos que experimentaremos seus cuidados e amor.

Pastor Sergio Horta


Edificação:

  • O que você espera do ano de 2015? Brevemente, Compartilhe no grupo algum plano ou alvo.
  • Leiam Gn 21:8-21. a) Comentem no grupo sobre os eventos na vida de Agar e Ismael. b) Como Deus demonstrou sua fidelidade e amor para com eles?
  • De acordo com esta história, o que podemos aprender para as nossas vidas?
*Publicado em: Boletim da Igreja Presbiteriana de Manaus, n° 939, do dia 18 de janeiro de 2015
O Deus da Esperança
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