MISSÕES EM:.BANGLADESH>>ANGOLA

Cremos que nossa responsabilidade não se limita ao nosso país mas é também com outros povos que não conhecem o evangelho de Cristo, por isso temos orado e apoiado 4 pessoas em Angola, 2 em Portugal, um missionário na Espanha, um casal que está na Índia e em Abril de 2002, enviamos para Irlanda do Norte o Pr. Paulo Sérgio Horta e sua esposa Ana Luíza Horta e dois filhos Paulo e Ana. O plano é trabalhar um tempo com a igreja em Belfast e depois enviá-los para Manaus.

Nossos dias em Bangladesh - Ásia

Depois de 50 horas de viagem e espera de aeroportos (São Paulo-Amsterdam-Dubai-Dakka), finalmente chegamos a Bangladesh, moídos. Só tivemos tempo de dormir 2 horas, almoçar e em seguida tomar um avião Dash 8, batizado, como “baratão”, pois a aeronave estava cheia destes insetos que apareciam exatamente na hora do lanche servido, sem falar nas goteiras, fumaça e no calor a bordo. Então, chegamos a Khulna uma cidade do interior. Outro mundo. Povo paupérrimo, poucos carros, muitos rikachah, multidões nas ruas, bicicletas a mil, campos de arroz, vacas e vários animais nas pistas. Mas uma luz divina brilha naquela cidade. A Sociedade de Serviço Cristão, uma ONG gigantesca com 1200 funcionários, muito bem organizados e centenas de projetos sociais em todo o país. Eles atuam em 4 grandes áreas de serviços: Educação, Desenvolvimento Social, Econômico e Saúde. Foram muitas visitas que fizemos, todas produtivas, porém, irei pontuar algumas que mais nos chamaram atenção: 1. Hospital de geral e de queimados. Existe aqui um terrível costume. Os maridos que se separam se vingam de suas ex-esposas, atirando ácido no rosto das ex-parceiras e deformando o rosto delas. O hospital recebe-as de todo país e faz cirurgias plásticas, reconstruindo a face das mulheres afetadas. 2. Home of Blessing, uma casa que recebe e abriga 900 crianças pobres em regime de internato. Sustenta-as com estudo, comida e a palavra de Deus. Lá fomos recebidos como autoridades: faixas de boas-vindas com nossos nomes. Depois várias crianças puseram colares de flores no nosso pescoço, depois disso, uma banda de música, e 900 crianças perfiladas de ambos lados jogavam pétalas de flores no nosso caminho, a seguir apresentaram danças regionais e exaltavam ao Senhor das nações, foi emocionante!! O que vi ali me trouxe esperança, pois vi ali um treinamento de futuros missionários que Deus usará para alcançar aquele país. Eles desde cedo já aprendem inglês e várias atividades profissionalizantes. 3. Visitamos ainda centro de apoio e reforço escolar em favelas, e ainda, casa de apoio aos aidéticos e as prostitutas. Antes de entrarmos na área onde vivem as prostitutas, caminhamos por uma rua onde havia varias bandeiras do Brasil pintadas nos muros e estávamos vestidos com a camisa da seleção, fomos cercados por uma multidão de jovens e homens que declararam o amor deles pelo Brasil: Nós torcemos pelo Brasil! Nós amamos o Brasil E nos abraçaram, celebramos e tiramos fotos com a eles! O povo de Bangladesh aprecia o nosso futebol, e ama nosso país.
O lado triste da visita, e ver a escuridão espiritual que o povo vive. 60% são muçulmanos, 30% Hindus, e menos de 0,5% são cristãos. A mulher é tratada como uma propriedade, algumas vivem oprimidas e escondidas por completo atrás de burkas, milhares de mendigos (quase uma profissão), e esta localizado na janela 10X40, a fatia de países menos evangelizada na terra.
Hoje li e lembrei-me de Romanos 10:14 “Como porém invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?”.
Tivemos ainda a oportunidade de participar de um treinamento para plantadores de igreja, onde se fizeram presentes 100 irmãos em Cristo, muitos deles tendo sido ameaçados por causa de sua fé, outros tendo perdido tudo por causa da fúria dos muçulmanos que não aceitam que um Bengali, seja cristão!
Agora pesa no coração a responsabilidade de orar por Bangladesh, seu povo e necessidades. Percebi que nossa brasilidade é uma ferramenta missionária que pode abrir portas para o anúncio do evangelho, e como nossa Igreja tem potencial missionário imensurável, poderíamos enviar nossos jovens para ensinar o futebol brasileiro, mas com objetivo final de criar relacionamentos e testemunhar.
«Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim. (Is 6:8)

Pr. Djard Cadais

Nossos dias em Angola

ÉS ANGOLANO?

Após vinte horas de vôo dentro de um avião que saiu de São Paulo/Lisboa/Angola, essa foi a primeira frase que ouvi ao desembarcar no Aeroporto de Luanda. Ao passar pelo departamento de migração de Luanda, uma policial ao verificar meu passaporte disse-me com o lindo e bem pronunciado sotaque angolano: É angolano?!
Após vinte e cinco anos de espera para ir à África, em cumprimento de uma promessa de Deus que fizera a mim e a minha esposa no ano de 1992, que levaria à África, foi difícil conter a emoção de ser confundido com um angolano.
Estou a me indagar por que tanta similaridade entre Brasil e alguns países da África. Não seria absurdo pensar se Deus não está entregando a responsabilidade da evangelização de Angola e outros países da África ao Brasil. Falamos a mesma língua, embora os angolanos sejam bilíngües ou trilingues (falam a sua língua tribal, o português, e muitos ainda falam o inglês). O fato de falarem o português, amarem e respeitarem o Brasil facilita a evangelização desse país amigo.
Ser identificado como angolano pela aquela policial no Aeroporto, para mim foi uma abertura para evangelizar a Angola. Porém, evangelizar uma nação marcada pela guerra e ferida pelo ódio e dor não é uma missão tão fácil, mas também não é impossível.
Nas duas semanas que passamos em Angola, eu, Pr. Eustáquio, Vera, Leonides e Mariluce, tivemos a oportunidade de ministrar para os pastores da Igreja Presbiteriana de Angola (IPA), ministrar curso para professores da EBD, palestrar para os jovens, fazer evangelismo pessoal e ensinar as mulheres da SAF. Chamou-me a atenção a sede que esse povo tem de ouvir a palavra de Deus. Nossas reuniões duravam de quatro a cinco horas, ou seja, das onze horas da manhã às quatro da tarde, com três horas de ministração da palavra, muito cântico e danças. Tudo isso sem parar para almoçar, e o povo não arredava o pé do templo. As portas da Angola estão abertas para a Igreja brasileira, porém os mulçumanos estão entendendo isso melhor que nós e estão fazendo o trabalho que a Igreja não faz. Geograficamente, Luanda é menor que Manaus, mas possui onze mesquitas. O comércio e indústria de Luanda estão sendo controlados por eles, que empregam os angolanos com a obrigação de se tornarem mulçumanos. Outra estratégia usada por eles é casar com as mulheres angolanas, (lá um homem pode ter até com três mulheres), ter dez a onze filhos com elas e torná-los mulçumanos. Essa porta Brasil/Angola pode se fechar dentro de pouco tempo se nós crentes brasileiros não despertarmos a tempo e entendermos que as similaridades entre nós não é uma mera casualidade, e sim propósito de Deus.
Tomei em meu colo uma criança por nome de FATAMATA, o que em português seria Fátima. Ela tem apenas três anos de idade, porém seu pai conforme a cultura angolana, já a ofereceu a um jovem mulçumano em casamento, esse jovem hoje tem vinte e um anos de idade, Fatamata chegará a Puberdade aos treze ou quatorze anos idade, enquanto o então jovem terá trinta e dois. Fatamata será semi-analfabeta, pelo fato de uma mulher casada não poder estudar, não terá liberdade para escolher um homem que lhe agrade e nem uma religião.
Retornei de Angola com meu coração dividido, meio brasileiro e meio angolano. Não sei qual o efeito da pergunta “exclamativa” ÈS ANGOLANO?! Que a policial fez tem influenciado minha vida, só sei que após o retorno de Angola minha vida, meu ministério, minha visão missionária não é mais a mesma.

Pr. José Eustáquio Fortunato

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