Uma mãe exemplar

Texto Base: João 19. 25-27

mother and baby

Neste domingo, considerado como “Dia das Mães”, destacamos a vida de uma mulher humana, humilde, obediente, discreta, serva e que tinha o hábito de refletir em tudo o que ouvia. Seu nome? Maria, mãe de Jesus, Tiago, José, Simão, Judas e suas irmãs. Não há indicação de quantas são e como se chamavam. O primeiro filho, Jesus, gerado pelo Espírito Santo de Deus, e os demais, filhos de José.

Nós, como mães, temos muito o que aprender com ela, porque, ainda jovem, foi escolhida como muito favorecida, ou seja, “honrada com bênção”; recebeu a promessa de que desceria sobre ela o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo a envolveria com a Sua sombra (Lc 1:35). Comprometida para casar com José, virgem, pautou sua vida em obediência a Deus e muitas são as lições que podemos apreender:

– Ser submissa: Apesar da notícia de que geraria um filho sem contato com homem algum, Maria se submeteu à vontade de Deus (Lc 1:38);

– Ser piedosa: Maria experimentou a visita sobrenatural do anjo Gabriel, e sua perturbação não foi com a presença dele e sim, com suas notícias (Lucas 1:29);

– Ser uma mulher de fé: Maria não questionou a notícia humanamente impossível de se cumprir, mas sua pergunta foi sobre como a gravidez aconteceria (Lucas 1:34);

– Ser “cheia do Espírito Santo”: Maria, ao encontrar com Isabel, desenvolveu um cântico espiritual. Ao lê-lo, claramente percebemos o quanto ela conhecia sobre a história e os feitos do Senhor em relação ao Seu povo (Lc. 1:46-56). Nós precisamos ler e conhecer melhor a palavra de Deus, para saber exatamente discernir a vontade para nós, nossa família e nossa geração;

– Ser humilde, ser Serva: Ao encontrar Isabel, sua parente, Maria declara em seu cântico sua humildade e o desejo de servir ao Senhor. Ela jamais pensou em ser igual a Jesus, compreendendo que, em seu ventre, habitava um ser especial (Lc 1:38, 48);

– Ser uma mãe que ouve, medita e guarda a Palavra no coração – Maria possuía uma mente espiritual. Maria ouviu: do Anjo Gabriel, enviado da parte de Deus, ouviu a respeito da grandeza de Jesus, Filho do Altíssimo, Deus, O Senhor, e que o ente santo que nasceria do seu ventre seria filho de Deus (Lc. 1:26-38); de Isabel, sua parenta, ouviu que em seu ventre estava o Senhor (Lc. 1:42-43); dos pastores do campo ouviu notícias sobre o nascimento de Jesus, acontecimento que causou admiração a todos (Lc 2:17-19); ouviu as profecias de Simeão e de Ana (Lc 2:25-38) e, ainda, do próprio Jesus, nas bodas de Caná (Lc. 2:4-5), e quando O questionou quanto à aflição dela e de José por tê-Lo perdido (Lc. 2:48-51);

– Ser sensata, sábia: Maria sabia falar e calar na hora certa. Não era impulsiva, precipitada, não era murmuradora (qual de nós teria um filho na estrebaria sem reclamar?). Aos pés da cruz, Maria se prepara para ver o seu filho morrer. Era chegada a hora! Cumpre-se a profecia de Lucas 2:35: “… também uma espada traspassará a tua própria alma”. A dor do coração de Maria e o seu significativo silêncio. Ela poderia argumentar, rebelar-se sobre as acusações contra o seu filho, mas não disse coisa alguma! Ela sabia da divindade de Jesus e qual era a Sua missão. Em que temos influenciado nossos filhos para que cumpram a missão de Deus na vida deles?

– Ser perseverante na oração – “Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus e com os irmãos dele” (At. 1:14). Os irmãos de Jesus, em sua morte, ainda não criam. Vieram a crer após a ressurreição. Este foi o motivo de Jesus entregar Maria para João e João para Maria. Jesus deixa sua mãe aos cuidados de João, que era possivelmente seu primo natural, filho de Salomé (Marcos 15:40; Mateus 27:55). No momento de sua maior dor, Jesus ainda providencia amparo tanto para Maria, como para João. Estejamos atentas para que, não tendo filhos naturais, possamos amparar jovens em nossa igreja precisando de uma mãe espiritual.

De mães para mães,

Lucilia de Sá Mesquita e Raquel Dourado Farias

*Boletim da Igreja Presbiteriana de Manaus, n°955. Publicado em 10 de maio de 2015.
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