A mensagem da cruz

Texto base: Marcos 15.33-41 

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A título de introdução, o comentarista bíblico John Charles Ryles, mencionando a morte de Cristo, diz: “é o fato mais importante no cristianismo. Pois dela depende a esperança de todos os pecadores.” Segundo o evangelho de

Marcos, que segue o calendário judaico, é certo que a crucificação de Jesus se deu na terceira hora do dia (15.25), isto é, às nove horas da manhã. E, a partir da hora sexta à hora nona, ou seja, de meio-dia às três horas da tarde, houve trevas sobre a terra (15.33).

Nesse intervalo de seis horas em que Jesus permaneceu na cruz, Ele proferiu sete palavras – a mensagem da cruz que impactaria a história da humanidade. Ele interveio nas estruturas do mal, lançando luz sobre as trevas, trazendo libertação aos cativos e salvação aos perdidos. O dr. Warren W. Wiersbe,  em seu comentário expositivo de Marcos, estrutura as sete declarações de Cristo na cruz em três perspectivas: As três primeiras acontecem antes de sobrevir a escuridão e, nelas, Jesus se refere a pessoas; uma palavra se refere a Deus quando Jesus expressa a sua agonia, sendo que o céu está escurecido; e, finalmente, as três últimas palavras de Jesus se referem a si mesmo.

Então, quais palavras proferidas por Jesus na cruz impactaram o mundo? Em primeiro lugar, a palavra de Perdão (Lucas 23.34): “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Apesar da caminhada para a cruz e do sofrimento da crucificação, da dor física, da dor moral e espiritual, Ele ministra perdão.

Em segundo lugar, a palavra de Salvação (Lucas 23.34): “Hoje estarás comigo no paraíso.” Apesar do momento e da circunstância, Jesus profere salvação a todos aqueles que reconhecem n’Ele e que somente através d’Ele vem a salvação.

Em terceiro lugar, a palavra de Consolo (João 19. 26-27): “Mulher, eis aí o teu filho […] eis aí a tua mãe.” Apesar da crueldade imposta sobre a sua vida, Jesus contempla Maria, sua mãe, e João, o apóstolo amado, e libera uma palavra de afetividade.

Em quarto lugar, a palavra de Solidão (Marcos 15.34): “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?.” Apesar  de todo o desamparo que se iniciou no Monte das Oliveiras até o Gólgota, e até o virar da face do Pai  mediante a dor do seu Filho, Jesus foi até o fim.

Em quinto lugar, palavra de Agonia (João 19.30): “Tenho sede.” Apesar da sede, agonia e maldição, que são símbolos que representam o próprio inferno, Jesus sorveu o cálice da ira de Deus contra o pecado.

Em sexto Lugar, palavra de Vitória (João 19.30): “Está consumado.” A despeito de toda dor, Jesus dá um brado de vitória: “Teletestai” – “está consumado”, isto é, a obra da Redenção foi completada. Jesus esmagou a cabeça da serpente, triunfando sobre o diabo e suas hostes, e comprando-nos para Deus. 

Em sétimo lugar, palavra de Rendição (Lucas 23.46): “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.” Apesar de toda a treva sobre a terra, quando Jesus se rende, e entrega voluntariamente a sua vida ao Pai, as trevas acabam no

momento em que Ele morre. Com sua morte, Ele quebrou o poder das trevas (Marcos 15.33). Isto posto, diz a Bíblia que o véu se rasgou de cima a baixo, significando que temos livre acesso ao santo dos santos através da morte de Cristo. Jesus abriu o novo e vivo caminho (Hebreus 10.20).

 Soli Deo Glória

Pr. Francisco Chaves dos Santos


Questões para Edificação:

  1. Quais são as sete declarações proferidas por Jesus na cruz? Por que elas impactam a história da humanidade?
  1. Como discípulo de Cristo, você tem se apropriado dessas palavras frente a todas as suas lutas?
  1. Como o seu grupo familiar está se mobilizando para levar convidados para o Musical, no período de 2 a 5 de abril?
  1. Encerre orando pelo Musical.
*Publicado em: Boletim da Igreja Presbiteriana de Manaus, n°949, no dia 29 de março de 2015
A mensagem da cruz
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